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exceções. Mas o que se tem percebido no Brasil/l ao longo de sua história educacional é
uma constante demanda de reivindicações por melhorias, principalmente no que diz respeito
à valorização do (a) professor (a).
Na atualidade precisamos mudar as estratégias de melhorias, quando as greves
parecem obsoletas. É no sentido, da melhor qualidade do ensino, que propomos extinguir o
preconceito da profissão docente como fé, para que se estabeleça também uma ética na
docência, ou seja, que atuem somente aqueles compromissados com a Educação, pois
muitos a têm como um “bico”, uma complementação de renda, e isso contribui muitas vezes
para a desvalorização da profissão docente, mesmo que não esteja explicitada moral e
institucionalmente tal prática.
Desta forma, como uma “profissão com fé”, é que esperamos a mudança do
quadro de permissividade posto na Educação, onde se “compra gato por lebre” a três por
quatro, sem que nenhuma providência seja tomada pelos órgãos competentes – pelo
contrário, estes parecem ser os fomentadores de tal situação. Dispensamos aqui os
exemplos que se dão com a enxurrada de faculdades e universidades criadas nas duas
últimas décadas em todo o país para, sem controle de qualidade, expandir o ensino de
terceiro grau, principalmente as licenciaturas, a baixo custo e em curto prazo, deixando-o
mais precário.
Ademais, poderemos evitar situações constrangedoras e, quem sabe,
traumáticas para quem inicia sua primeira formação profissional docente; com isso já nos
daríamos por satisfeitos. Uma análise de dois fragmentos de narrativas pode exemplificar
essas situações:
As disciplinas de educação são dadas por professores que não tem nenhuma
intimidade com a Arte, então eles nem tentam abordar o assunto levando em
conta o curso. A ementa é feita uma só para todos os cursos de licenciatura. Na
teoria, pode estar de acordo com a legislação, mas na prática as pessoas não se
interessam em estudar. Os alunos estão acostumados com o mundo da arte, e
vem um professor de fora e tenta enxertar textos de educação, de sociologia,
filosofia. Ninguém liga para essas disciplinas. Lembro-me de que “Estudos Sócio
Filosóficos da Educação”, a professora era formada em Ciências Sociais. Houve
muita desistência, os alunos reclamavam, diziam que não entendiam nada. A
professora passava a aula falando de história da sociologia, de Durkheim, sem
fazer ligação nenhuma com a Arte, e ninguém queria saber. N1 (18)
Os alunos, a nosso ver, são vítimas em primeira instância do conjunto de
descaso que, como induzimos acima, parece ser “naturalizado com a outorga da ciência”;
então, zelemos para que não se permita tal desrespeito na sala de aula, evitando assim uma
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