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Capítulo 5. Tornando os serviços em execução do seu sistema mais seguros 5.1.1 55 Executando o ssh em uma jaula chroot O OpenSSH atualmente não suporta um método de chroot automático durante a conexão do usuário (a versão comercial oferece esta funcionalidade). No entanto existe um projeto para fornecer esta funcionalidade também para o ssh, veja http: //chrootssh.sourceforge.net, atualmente ele não esta empacotado para o Debian. Você poderá usar, no entanto, o módulo pam_chroot como descrito em ‘Restringindo acessos de usuários’ on page 35. Em ‘Ambiente chroot para SSH’ on page 137 você terá diversas opções para criar um ambiente chroot para o SSH. 5.1.2 Clientes do ssh Se estiver usando um cliente SSH com um servidor SSH, você deverá ter certeza que ele suporta os mesmos protocolos que são especificados no servidor. Por exemplo, se utilizar o pacote mindterm, ele somente utiliza a versão 1 . No entanto, o servidor ssh utiliza, por padrão, a configuração para aceitar somente conexões para o protocolo da versão 2 (por razões de segurança). 5.1.3 Desativando transferências de arquivos Se não quiser que seus usuários transfiram arquivos do servidor ssh, você precisará restringir acesso ao sftp-server e ao scp. Você poderá restringir o sftp-server configurando o sub-sistema Subsystem no arquivo /etc/ssh /sshd_config. No entanto para restringir o acesso ao scp você deverá: • bloquear o login de usuários ao servidor ssh (como descrito acima no arquivo de configuração ou configuração do PAM). • não fornecer shells validas para usuários que não tem permissão de realizar transferências de arquivos seguras. O shell fornecido, no entanto, programas que podem tornar a conexão ao ssh útil, como o menu (estilo BBS). Caso contrário, a opção anterior é a preferida. 5.2 Tornando o Squid mais seguro O Squid é um dos servidores proxy/cache mais populares e existem algumas considerações de segurança que devem ser levadas em conta. O arquivo de configuração padrão do squid nega todas as requisições de usuários. No entanto, o pacote do Debian permite o acesso através de “localhost”, você apenas precisa configurar seu navegador adequadamente. Configure o Squid para permitir acesso aos usuários confiáveis, máquinas ou redes definindo uma lista de controle de acesso no arquivo /etc/squid.conf, veja o endereço Guia do Usuário Squid (http://squid-docs.sourceforge. net/latest/html/book1.html) para mais informações sobre a definição de regras de ACLs. Note que o Debian oferece uma configuração mínima para o Squid que prevenirá tudo, exceto a conexão de localhost em seu servidor proxy (que é executado na porta padrão 3128) É necessária a personalização do arquivo de configuração /etc/squid.conf como necessário. A configuração mínima recomendada (fornecida com o pacote) é mostrada abaixo: acl all src 0.0.0.0/0.0.0.0 acl manager proto cache_object acl localhost src 127.0.0.1/255.255.255.255 acl SSL_ports port 443 563 acl Safe_ports port 80 # http acl Safe_ports port 21 # ftp acl Safe_ports port 443 563 # https, snews acl Safe_ports port 70 # gopher acl Safe_ports port 210 # wais acl Safe_ports port 1025-65535 # portas não registradas acl Safe_ports port 280 # http-mgmt acl Safe_ports port 488 # gss-http acl Safe_ports port 591 # filemaker acl Safe_ports port 777 # multiling http acl Safe_ports port 901 # SWAT acl purge method PURGE acl CONNECT method CONNECT (...) # Somente permite acesso do cachemgr vindos de localhost http_access allow manager localhost http_access deny manager # Somente permite requisições de purge vindas de localhost http_access allow purge localhost http_access deny purge # Bloqueia requisições para portas desconhecidas http_access deny !Safe_ports # Bloqueia CONNECT a portas que não sejam SSL