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119) salienta que o termo terá sido difundido principalmente pelo antigo presidente da Markle Foundation Lloyd Morrisett. O termo foi igualmente utilizado pela Casa Branca por Al Gore (em Maio de 96) e Bill Clinton (Outubro de 96) em Knoxville, Tennessee, para designarem as diferenças de oportunidades em matéria de educação. A partir da cobertura realizada da intervenção de Clinton e Gore em Knoxville, os jornais começaram a vulgarizar o termo fosso no quadro de discussões generalizadas sobre o acesso universal, sobre as condições de acesso à internet, bem como sobre o papel conferido à educação, como forma de combater a exclusão. (Irving, 2001). Também o congressista do estado do Massachussets Ed Markey utilizou o termo em Outubro de 1996. Gary Andrew Poole, jornalista do "Y Times escreveu sobre o assunto em vários artigos sobre a divisão digital em termos de oportunidades educacionais, entre Dezembro de 95 e Fevereiro de 96. Em 1999 o termo digital divide apareceu no já citado relatório vulgarizado pelo NTIA, Falling Through the "et, no qual se define o fosso digital entre aqueles que têm acesso às novas tecnologias e aqueles que o não têm (NTIA, 1999: xiii). O fosso digital designa uma forma de desigualdade socioeconómica demarcada pelo nível de acesso que alguém possua. Assinalam por conseguinte uma questão (já identificada por outras expressões) relativas ao acesso à informação e sua universalidade. Mas apresenta alguns equívocos, o primeiro dos quais é não ser consistente, na medida em que o significado do fosso digital mude de estudo para estudo. Nos relatórios iniciais da NTIA o fosso detinha-se primariamente na posse de computadores pessoais, seguidamente no acesso à internet, e mais recentemente no acesso por banda larga nas ligações por acesso telefónico (Compaine, 2001, xiii). Posteriormente a rede da Fundação Benton sobre a Digital Divide, uma das maiores bases de dados sobre o fosso digital, formula uma definição diferente, a partir da iliteracia digital, designando o fosso entre os que podem efectivamente usar os novos instrumentos da informação e da comunicação, tais como a internet, dos que os não podem (Benton Foundation, 2001:1). O que significa que o acesso à tecnologia não é a única, nem sequer a mais importante determinação reconhecendo para além do equipamento, da necessidade dos indivíduos saberem adquirir as competências necessárias à sua utilização. Como salientam os investigadores Wenhong Chen e Barry Wellman da Universidade de Toronto ao reconheceram que a difusão da internet não ser unicamente uma questão tecnológica, mas exercer profundas consequências na ampliação das desigualdades sociais, correndo os que não têm acesso à informação o 122