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Gráfico nº 3 – Evolução do fosso digital em Portugal, 2002-2007
(percentagem de utilizadores de internet)
Fonte: INE/UMIC, Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação
pelas Famílias, 2002-2007.
Estas estatísticas, reveladoras de uma certa inércia inicial com que as escolas se
apetrecharam, revelam no entanto que, se bem que desfrutemos de cerca de metade dos
valores médios da Europa dos 25 (11,3 % de computadores e de 9,9% de ligações à
internet por cada 100 alunos), 97% das escolas utilizam o computador nas salas de aula
e que em 92% dos casos existe acesso à internet. Tais estatísticas posicionam Portugal
no ranking dos 27 países da União Europeia em 16º lugar, não admirando ainda, para
além da discussão relativa ao fosso digital, que Portugal registe a sétima taxa de
utilização mais elevada da União Europeia, com 90% dos universitários ligados à net
(INE, 2007).
Se analizarmos a evolução das taxas de crescimento do número de utilizadores de
computador (quadro nº 16) facilmente poderemos observar o progresso a relevância das
estatísticas relativas ao género: no total do período 2002-2007, o crescimento relativo
do número de mulheres utilizadoras de computador cresce mais de 50%, enquanto que o
número de jovens com o terceiro ciclo apenas 20% e os maiores de 55 anos apenas 8%,
verificando-se ainda algumas oscilações nalguns anos justificadas pelo relativo
desinteresse que possa existir nestes grupos, como cedo foi colocado à vista pelos
primeiros inquéritos sobre a utilização de computadores e de internet: falta de
oportunidades para utilizarem o computador, utilização inicial numa fase de descoberta,
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