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164 SISTEMA DE PROTEÇÃO ATIVA CONTRA QUEDAS COM LINHA DE VIDA HORIZONTAL FLEXÍVEL c. Trava-quedas retrátil É uma linha flexível feita de cabo de aço, fita ou corda de fibras sintéticas, associada a um dispositivo recolhedor (carretel com mola), que mantém a linha sempre sob tensão, e um dispositivo trava-quedas que bloqueia a saída de linha ao ocorrer uma queda, geralmente detectada pela velocidade de rotação do carretel ultrapassando determinado limite. O trava-quedas retrátil deve atender a NBR 14628. O comprimento pode ser maior que o dos talabartes. Há trava-quedas retráteis com até 60 metros de comprimento. A principal vantagem é que como a linha é mantida esticada, a altura de queda livre é mínima, limitada à distância necessária para que o trava-quedas seja ativado. Isso é verdade desde que o ponto de ancoragem esteja verticalmente acima do trabalhador. No caso de deslocamentos horizontais, podem ocorrer quedas pendulares ou verticais com alturas de queda maiores. Por isso, sendo previstos esses tipos de deslocamento, o projeto do SPAQ deve levar isso em conta. É necessário consultar as instruções do fabricante quanto aos limites de uso do equipamento.4 Absorvedor de energia individual É um componente que tem a função de limitar a força de impacto transmitida ao trabalhador (e consequentemente também à ancoragem), prevenindo lesões durante a retenção da queda, pela dissipação da energia cinética. O absorvedor de energia deve garantir que o valor máximo da força (força de pico do absorvedor) não ultrapasse um determinado limite. O absorvedor é colocado em série com o talabarte, geralmente entre este e o cinturão de segurança. Por segurança, é ligado ao talabarte de forma que não possa ser removido. Uma forma comum de absorvedor de energia usado em EPI é um material 4 Os talabartes retráteis são projetados e ensaiados para uso na vertical. Havendo deslocamento inclinado, como no caso de telhados, ou horizontais, como no caso de lajes, deve-se verificar se o manual de instruções informa que o equipamento pode ser usado dessa forma. Caso contrário, deve-se consultar o fabricante. Há risco de que o equipamento não bloqueie a queda, além de quedas pendulares, ou de ocorrência de alturas de queda superiores àquelas com as quais o equipamento foi ensaiado. Alguns talabartes retráteis apresentam problemas de compatibilidade com sistemas de ancoragens elásticos, como uma linha de vida horizontal flexível. Ao ocorrer uma queda, o trava quedas bloqueia, fazendo a retenção da queda, ocorrendo uma breve parada, e após a elasticidade da ancoragem puxa o corpo do trabalhador para cima, o que faz com que o trava-quedas volte a destravar, ocorrendo nova queda. O ciclo de travar e soltar pode continuar, e há risco de o trabalhador se chocar contra alguma estrutura. A ocorrência dessa condição depende das características do trava-quedas retrátil, da ancoragem e da massa do trabalhador (quanto mais leve mais provável). Para prevenir isso, deve-se usar um trava-quedas retrátil que informe ser compatível com ancoragens elásticas, ou utilizar uma ancoragem rígida, como uma linha horizontal rígida (Sulowski; Hazard Alert HA-009).