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SISTEMA DE PROTEÇÃO ATIVA CONTRA QUEDAS COM LINHA DE VIDA HORIZONTAL FLEXÍVEL
Estrutura
É uma estrutura artificial ou natural com capacidade de resistir a
esforços, que é utilizada para integrar o sistema de ancoragem e receber os
esforços desse sistema, mesmo que tenha finalidade diversa. Por exemplo, as
vigas, pilares e lajes de uma edificação. Em alguns casos, a estrutura sozinha
pode ser o sistema de ancoragem. Por exemplo, no trabalho em torres ou
outras estruturas metálicas, se o gancho do talabarte tiver dimensão para se
conectar diretamente a uma das barras da estrutura capaz de resistir à força
de impacto (Figura 1, Apêndice 4).
Uma estrutura integrante de um sistema de ancoragem deve ser capaz
de resistir com segurança às máximas cargas que possam ser transmitidas pelo
sistema de ancoragem, de acordo com as normas aplicáveis. Por exemplo, uma
estrutura de aço deve ser verificada de acordo com as normas de projeto e execução de estruturas metálicas, como NBR 8800, ou a NBR 14762, conforme o caso.
Ancoragem estrutural
É um elemento de um sistema de ancoragem que é fixado de forma
permanente na estrutura, no qual pode ser conectado um dispositivo de
ancoragem ou um EPI.
Um tipo de ancoragem estrutural são elementos metálicos soldados em
uma estrutura metálica, devendo ser obedecidas as normas técnicas aplicáveis,
como NBR 8800 e NBR 14762.
Outro tipo são os chumbadores instalados em estrutura de concreto. O
chumbador pode ser pré-instalado (concretado junto com a estrutura), ou pós-instalado (depois da concretagem), e neste caso, pode ser passante (atravessa a
estrutura e é fixado na face oposta), ou de inserção, e, neste último caso, pode
ser de ancoragem mecânica ou química. Para chumbadores pré-instalados,
aplica-se a NBR 6118. Para chumbadores pré- ou pós-instalados, aplica-se a
NBR 14827. Para os pós-instalados de ancoragem mecânica, aplica-se ainda
a NBR 14918, e para os de adesão química, a NBR 15049.
Todos os chumbadores utilizados em sistemas de ancoragem devem
ser ensaiados após a instalação de acordo com a norma NBR 14827 com uma
carga de prova adequada. A BS 7883, item 11.1.1, também traz informações
sobre o ensaio pós instalação. Também podem ser feitos ensaios até a ruptura
de chumbadores de sacrifício.
Os chumbadores passantes, se puderem ser removidos e recolocados,
podem ser considerados como elementos de fixação, e, se além disso também
possuírem um ponto de ancoragem, podem ser considerados como dispositivo
de ancoragem (Figura 3, Apêndice 4).